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Quinta-Feira, 10 de Novembro de 2016

Alimentação Infantil

Preocupada com o que as crianças comem, entidade promove campanha nacional para estimular novos hábitos de consumo

Preocupada com o que as crianças comem, entidade promove campanha nacional para estimular novos hábitos de consumo.

Ainda sem normas específicas para o preparo, conservação e, tampouco, sem especificações para o uso de gordura e açúcar, muitos alimentos vendidos para crianças, em vez de contribuir para uma alimentação equilibrada, podem colocar em risco a saúde da garotada, como constatou pesquisa recente da Pro Teste – Associação Nacional de Defesa do Consumidor.

Exemplos de itens perigosos vêm da lista que toda mãe se preocupa em ter em casa, como biscoitos recheados supervitaminados, petit suisses cheios de proteína e cereais matinais, vendidos como a opção mais saudável para o café da manhã.

Em diversas marcas pesquisadas desses produtos foram encontrados problemas, como excesso de açúcar e de gordura trans. Para ter uma idéia, o aparentemente inofensivo consumo de apenas dois biscoitos recheados e de um potinho de petit suisses, oferece 33,5% das necessidades diárias de açúcar estipuladas para crianças na faixa etária entre 4 e 7 anos. Outro exemplo vem da fatia de bolo pronto, que equivale a 50% das necessidades diárias de gordura para esse mesmo grupo.

Os dados levantados motivaram a entidade a liderar uma campanha nacional em defesa do consumidor mirim. Com o tema Saudável desde cedo e para sempre, a campanha pretende, não só estimular novos hábitos de consumo ligados à alimentação, como também conseguir a proibição do uso de gordura trans, corantes artificiais e do conservante benzoato de sódio na produção de alimentos, além de limitar as quantidades de açúcar e gordura.

Segundo a nutricionista Camila Oliveira, o aumento do consumo de alimentos industrializados e, conseqüentemente, de açúcar, gorduras e outras substâncias ocasiona danos significativos à saúde. “A indústria desenvolveu e usa, em larga escala, o processo de hidrogenação de óleos vegetais. Essa gordura, infelizmente, está presente na maioria dos alimentos consumidos diariamente, como doces, bolos, biscoitos, tortas, sorvetes, batatas fritas, salgadinhos, margarinas, coberturas e base de sopas”, explica.

O uso da gordura trans diminui o custo do produto, melhora o sabor e a consistência dos alimentos, além de prolongar o prazo de validade de alguns deles nas prateleiras. Embora melhore o aroma e o sabor dos alimentos, agradando o paladar, diversos estudos internacionais evidenciam que o consumo de gordura trans pode levar a um aumento dos níveis de colesterol e de surgimento de complicações cardiovasculares.

TRANS
A importância do controle da ingestão da gordura trans fica evidente diante da constatação de que, como as pessoas consomem vários alimentos que contêm gordura trans, mesmo que em pequena quantidade por alimentos, facilmente ultrapassam as quantidades máximas diárias permitidas.

Uma criança com 4 anos tem necessidade energética total de 1.800 calorias/dia, das quais 30% devem ser obtidas por meio de gordura (540 calorias). Se considerarmos 1% desse total como gordura trans, chegaremos a 5,4 calorias, o que corresponde a 0,6 grama de gordura trans por dia.

De acordo com os próprios rótulos de biscoitos, duas unidades (30 gramas) apresentam 1,5 grama de gordura trans, duas vezes e meia a quantidade que deve ser ingerida por uma criança e uma vez e meia a quantidade permitida para adultos. “Como são alimentos muito calóricos, esses produtos também levam, rapidamente, a um ganho excessivo de peso”, alerta.

DICAS DA PRO TESTE
- Evite refrigerantes. Além de não oferecer nutrientes importantes à dieta, podem tirar o apetite e provocar sensação de saciedade.

- Incentive seu filho a ingerir frutas, legumes, verduras, carnes magras e cereais. Fuja dos fast foods e alimentos industrializados.

- Use a criatividade e prepare pratos supercoloridos. Quanto mais cores tiverem os alimentos, maior será o valor nutritivo da refeição.

- Não use brinquedos para convencer a criança a comer nem a estimule a assistir a televisão durante a refeição. O horário da alimentação deve ser agradável, mas não pode tornar-se um entretenimento.

- As refeições devem ser realizadas sempre no mesmo local, de preferência, com a família.

- Quando a criança começar a comer sozinha, dê uma colher para ela e use outra para alimentá-la ao mesmo tempo.

- Se seu filho não gosta de legumes e verduras, veja nossas dicas de receitas que fazem com que as hortaliças fiquem camufladas em pratos deliciosos.

- Nunca dê alimentos para seu filho como brinde ou castigo.

- Para seu filho se alimentar de forma saudável, é necessário o consumo de todos os grupos de alimentos em cada refeição.

Jornal Estado de Minas

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